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E da mão do anjo subiu diante de Deus
a fumaça do incenso com as


orações dos santos.
Ap. 8:4

...e taças de ouro cheias de incenso,

que são as orações dos santos.
Ap 5:8c
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Oração Coluna de Todas as Coisas


 
 
Lc 4:1-13

Introdução: Em Lc 22.40 Jesus nos adverte a orar para não cairmos em tentação. Para entendermos melhor, podemos comparar o mundo a uma grande vitrine, recheada com toda a sorte de coisas com o objetivo de atrair nosso olhar e coração. Perceba então, que o mal vem sempre travestido de algo bom. Em 1 Ts 5.22 A Palavra nos ensina a fugir de toda a aparência do mal.

No texto que acabamos de ler, Jesus não se deixou seduzir pelas ofertas apresentadas a Ele. Através da oração e jejum, Ele conseguiu discernir o engano que estava por trás delas. Baseado nesta passagem bíblica vamos entender que alguns danos, certamente nos sobrevirão, se nos deixarmos seduzir pelo mal:

1. Nossa identidade em Deus é atacada - “Se és filho de Deus” - Uma vez que somos de Deus, sabemos quem somos, porque somos, e para que somos. Ou seja, o Pai nos deu um nome, um propósito e um alvo. Entretanto, podemos perder tudo isto se não nos prepararmos em oração e jejum para enfrentar os enganos da vida.

2. Passamos a nos alimentar de algo que parece bom, mas não é - “Manda que esta pedra se transforme em pão” - Este é outro engano muito comum em nossos dias. Existem muitas pedras que foram transformadas em pães, e que estão sendo oferecidas no lugar do pão genuíno que veio do céu, Jesus. Muitas pessoas estão sendo seduzidas pelo mais fácil, por aquilo que parece ser mais lógico, pelo mais convencional, deixando assim de se alimentarem do verdadeiro pão. Elas então, deixam de ir à célula, à igreja, não querem assumir um compromisso com Deus, e desta maneira criam a sua própria religião, ou seja, o seu próprio pão.

3. Deixamos de ver Deus como a nossa suficiência - “Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele darás culto” - A adoração é a maior evidência de que somos só do Senhor. Quando satanás requer a adoração por parte de Jesus, ele estava propondo a idéia de ser possível servir a dois senhores. Parece que já vimos esta historia acontecer no jardim do Éden. Uma vida de oração nos livra de vivermos uma vida em cima do muro.
 
Conclusão: Assim como aconteceu com Jesus, se nos sujeitarmos a Deus em oração e resistirmos o mal, ele certamente fugira de nós (Tg 4.7).
 

| Autor: Pr. José Divino de Souza | Divulgação: EstudosGospel.Com.BR |

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A Oração de Enos

“A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do Senhor” (Gn 4.26)

Invocar o nome do Senhor é reconhecer Nele o Criador,dos homens todos, o Salvador e Redentor do pecador.
Invocar o nome do Senhor é saber que só Ele é Deus,Que pode abençoar e perdoar os que são seus.
Para invocar o nome do Senhor, necessário é saber Qual nome Ele tem. Que graça Dele provém.
O que pode Ele fazer… Se Ele vai nos receber…
Invocá-lo é conhecê-lo. É reconhecê-lo como Deus Único e suficiente, dono e soberano da Terra e dos céus,
O Senhor da eternidade, que opera em fidelidade.
Do primeiro casal vieram todos os seres humanos (Gn 3.20), por isso Eva recebera esse nome especial. A Bíblia nos conta a história do começo da humanidade e informa que Adão e Eva tiveram muitos filhos e filhas (Gn 5.4) além de Caim e Abel, que foi morto por seu irmão.
Abel era um homem de Deus, possuindo um coração contrito e quebrantado diante do Senhor. Ele era pastor de ovelhas e procurou entre todas a mais formosa, separando “das primícias” de seu rebanho, o melhor da gordura deste, para oferecer ao Senhor Deus como sacrifício de adoração (Gn 4.4). Caim, por sua vez, ofereceu apenas, do fruto da terra, uma oferta ao Senhor. Nada de especial. Nada movido pelo amor e em atitude de verdadeira adoração, apenas uma obrigação… E a oferta de Caim não foi aceita pelo Senhor.
Ele, então, abrigou pensamentos maus, em seu coração, para destruir seu irmão Abel. Ele não podia permitir que Abel fosse aceito e ele rejeitado, e o matou.
Caim permitiu que a semente do mal germinasse fortemente em seu coração, fazendo brotar a inveja, o ódio, e arquitetou a maldade e separou-se de Deus (Gn 4.16).
A descendência de Caim passou a seguir os caminhos tortuosos abertos por ele, e, distante de Deus, esta escolheu as trevas, o homicídio, a poligamia, a vingança, o ódio.
Logo após a morte de Abel, Deus consolou o coração de seus pais Adão e Eva dando-lhes outro filho semelhante a Abel, ao qual deram o nome de Sete. A raiz hebraica deste nome significa “renovo”, “rebento”. Sete foi o renovo da fé em Deus e da esperança do bem novamente habitando o coração humano, trazendo-o mais perto do bondoso Criador.
E Sete também formou uma família, gerando um filho que marcaria a sua geração: Enos.
Enos nasceu em um momento muito especial, quando se formava na sociedade humana uma distinção muito nítida entre os filhos de Deus, descendentes de Sete, e os filhos dos homens, descendentes de Caim. A escolha dos princípios morais de cada uma dessas linhas hereditárias era clara: havia uma diferença capital entre as duas descendências. A escolha do mal enchia o coração dos filhos de Caim e a vida humana foi se degradando cada vez mais.
Quanto aos descendentes de Sete, o registro bíblico nos informa que após o nascimento de Enos “daí se começou a invocar o nome do Senhor”.
Há crianças que vêm ao mundo com um dom especial, um chamado para uma mudança na sua geração. Enos marcou sua geração com o chamado para uma volta ao Deus Criador. Um retorno à santidade. À busca da Face do Deus Todo-Poderoso.
Abel buscou a Deus através da adoração, oferecendo o sacrifício do melhor de seu rebanho, e foi aceito. Enos, o neto de Adão e Eva, leva seus descendentes a buscarem a Deus através da oração – da invocação do nome do Senhor.
Esta é a primeira menção que temos na Bíblia sobre a oração. Oração tão forte e intensa que mudou a geração de Enos, pois abriu-se uma “escola de oração”, ou seja, a partir daí, todos os que queriam começaram a buscar a presença de Deus. E da descendência de Enos veio Enoque, que buscou a Deus tão intensamente e com tanta intimidade, que foi trasladado para os céus – não foi mais encontrado na terra, pois Deus o tomara para Si.
Invocar o nome do Senhor significa buscá-lo de todo o coração, crendo que Ele é “galardoador dos que o buscam”, isto é, que Ele responde às nossas orações e nos atende consoante a sua bondade e misericórdia, aleluia!
A descendência de Caim toda pereceu com as águas do dilúvio. Deus salvou a descendência de Enos, através de Noé e sua família. Sabemos que esta história está para se repetir novamente, quando o Senhor Jesus retornar para reinar sobre a terra, Ele fará separação entre os homens e reinará eternamente com os que invocam o seu nome, com os que buscam a sua Face e o amam.
Vale a pena orar! Vale a pena buscar a Face do Senhor, pois Ele está sempre perto dos que o buscam (Is 55.6-7)! Experimente!
 
http://gideoes24h.com/a-oracao-de-enos/

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Oração de Isaque

 

 
Isaque cresceu em um ambiente de oração e de adoração.
O seu nascimento fora um milagre tremendo que podia ser comprovado por todos os que fossem à tenda de Abraão. Ali estava Sarah, com seus noventa anos, amamentando o pequenino que lhe nascera.
Ah, que alegria! Como o Senhor Deus de Abraão era bondoso e fiel! Ele havia prometido ao seu servo um filho e cumpria a sua palavra. O nome do menino traduzia toda a felicidade do casal, Isaque quer dizer “riso”. “Todos se rirão comigo, se alegrarão com o meu milagre”, disse Sarah (Gn 21.6-7).
O casamento de Isaque com Rebeca também foi resultado de oração. Eliézer, o mordomo de seu pai, recebera a incumbência de ir a Padã-Harã, buscar-lhe uma esposa idônea, pertencente à família de Abraão.
Com tal tarefa, Eliézer sabia que não poderia falhar em sua missão, por isso orou ao Deus de Abraão, e seu próprio Deus. Ele pediu que o Senhor o conduzisse e lhe mostrasse, através de um sinal, qual moça seria a escolhida de Deus para o filho de seu senhor. A moça que tirasse água para ele e também, espontaneamente, se propusesse a dessedentar os camelos da caravana de Eliézer, esta seria a esposa de Isaque. E Rebeca foi aprovada e reconhecida como tal. Um casamento feliz para o filho da promessa. De sua descendência, Deus enviaria ao mundo o salvador da humanidade, o Messias.
Isaque presenciou toda a cena da maior prova de fé de seu pai. O Senhor Deus pediu a Abraão, em holocausto sobre o altar de adoração: a vida de seu filho amado. Isaque percebera que aquela adoração seria diferente de todas as que vira seu pai dedicar a Deus. Ele perguntou pelo cordeiro para o sacrifício, ao subir o monte Moriá, e ouviu a resposta de fé: “Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto” (Gn 22.8).
Abraão não negara ao Senhor o que tinha de mais precioso sobre a terra: o seu filho único, o herdeiro, o que levaria a semente da promessa para o resgate dos homens todos… Abraão estava pronto para oferecer Isaque sobre o altar. Ali estava amarrado e deitado sobre a lenha do altar de pedras toscas.
Quando seu rosto foi virado para o lado e Abraão se preparava para imolar o filho, do céu, lhe bradou a voz do Anjo do Senhor, dizendo: “Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! Então lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho” (Gn 22.11-12).
Ali, naquele momento, o Deus de Abraão também seria o Deus de Isaque. Ele conhecera o amor, a bondade, a fidelidade, a justiça, a santidade do Deus de seu pai…
Nas experiências dos pais com Deus, os filhos também se tornam verdadeiros adoradores.
Tudo o que fazemos nesta vida repercute em nossa descendência e devemos sempre nos lembrar que estamos escrevendo capítulos de nossa história que ficarão para a posteridade. Devemos ser modelos de vida, como referenciais, para os nossos filhos e para todos os que virão depois de nós…
Isaque prosseguiu buscando a Deus em oração e levantando altares de adoração. Ele agia como adorador. Como servo fiel do Deus único e verdadeiro, o Criador dos céus e da terra.
Logo após o seu casamento com Rebeca, sua vida devocional de oração se revelou de maneira intensa. Durante vinte anos, Isaque orou para que sua esposa pudesse gerar filhos. E, aos sessenta anos, ele foi pai dos gêmeos: Esaú e Jacó.
Vemos Isaque buscando a Face do Senhor nos momentos de decisão e dificuldade. Por exemplo, quando houve fome em Canaã, ele não foi para o Egito, como seu pai, em épocas passadas, mas recebeu a orientação do Senhor para que ficasse em Canaã, na terra de Abimeleque, em Gerar. Ali semeou, em meio à aridez da seca. Uma atitude totalmente “louca” para um agricultor: semear em tempo de ausência de chuva, em plena sequidão.
Mas Isaque estava obedecendo ao Senhor. Ele havia buscado sua direção e decidira obedecer ao que Deus lhe ordenasse fazer.
O texto bíblico nos diz: “semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cento por um, porque o Senhor o abençoava, Enriqueceu-se o homem, prosperou, ficou riquíssimo; possuía ovelhas e bois e grande número de servos, de maneira que os filisteus lhe tinham inveja”. (Gn 26.12-14).
Isaque aprendera o caminho da fé, com seu pai Abraão. O que Deus lhe dissesse para fazer, ele o faria. Para onde Deus o mandasse ir, ele iria. O Deus de Abraão era também o seu Deus, aleluia!
A vida de Isaque nos revela o descanso em Deus. Ele amava ao Senhor e sabia que Ele era poderoso para fazer infinitamente mais além de tudo o que pedimos e pensamos…
Quando nos propomos a buscar ao Senhor, devemos estar dispostos a obedecer-lhe a voz, mesmo que tudo nos pareça tão estranho ou mesmo “loucura”…
O cristão aprendeu a orar com o Senhor Jesus e a confiar inteiramente Nele, dependendo de sua graça para tudo na vida. Portanto, descanse Nele, cumpra a sua vontade e fortaleça-se em sua Palavra. Aprenda a entregar tudo sobre o altar da adoração, e coloque ali, também, a sua própria vida.
E experimente como é maravilhoso servir e adorar ao Deus de Abraão e de Isaque, ao Deus que se manifesta com o seu poder e nos ensina a olhar para Ele, permitindo que Ele possa suprir as nossas necessidades e nos levar a conhecê-lo mais perto.
 
Vale a pena orar! Vale a pena adorar ao Deus de Abraão e de Isaque! Vale a pena entrar nesta dimensão de vida abundante em Cristo Jesus!   Experimente!
 
http://gideoes24h.com/a-oracao-de-isaque/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"Os quatro altares na história de Abraão"

 
 
"Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco. " Marcos 11:2
 
Tomando como base a vida de Abraão, podemos ver de vários ângulos, um modelo de vida de fé e de crescimento espiritual constante. Quero enfocar aqui, a marca que distingue sua jornada e peregrinação espiritual: Os "altares" que Abraão levantou, o conduzem tanto a um crescimento de sua visão de Deus, quanto a um crescimento e formação do "caráter de Cristo" em seu homem interior.
Nosso crescimento espiritual é descrito na Palavra de Deus, como um processo lento e contínuo de apropriação do caráter moral de Deus, ou seja, o caráter de Cristo. O Salmo 84:7 diz: "Vão indo de força em força..."; em Romanos 1:17 diz: "...de fé em fé..."; II Coríntios 3:18 diz: "...somos transformados de glória em glória..."; João 1:16diz: "Porque todos nós temos recebido ... graça sobre graça."
Um altar é um símbolo nas escrituras de adoração e consagração a Deus. Não edificamos um altar para nós mesmos, mas para adorar a Deus, oferecer sacrifícios a Ele e invocar o seu nome. O altar é símbolo de uma vida espiritual, uma vida com Deus. Abraão foi chamado "amigo de Deus" em Isaías 41:8, e essa comunhão, marcada pela vida de altar, revela a essência do que é a verdadeira vida espiritual, ou seja, ela não consiste na medida de nosso conhecimento e instrução acerca das coisas de Deus, mas no quanto somos "amigos de Deus", no quanto andamos com Deus, no quanto Deus nos têm como seu amigo em comunhão!
Abraão já em sua maturidade de vida, disse em Gênesis 24:40: "O Senhor, em cuja presença eu ando...", expressando assim a qualidade e a própria essência de toda a vida espiritual. Frequentemente nós desejamos que Deus ande conosco e que Deus abençoe nossos caminhos, mas a marca da consagração é andar com Deus em seus caminhos! É necessário um verdadeiro quebrantamento, deixando o trabalho da cruz arando sobre nossas almas, e termos uma disciplina espiritual para andar com Deus!
Sabemos que o altar no Velho Testamento é uma figura da cruz no Novo Testamento, onde o verdadeiro cordeiro pascal foi imolado. O nosso Senhor Jesus Cristo e a cruz são inseparáveis! Sem a cruz Cristo não é Cristo e Ele não pode nos salvar! A cruz, mais do que um simples objeto de tortura para alguns, ou um simples objeto de adorno para outros, define a própria natureza de Cristo! E quanto a nós? Um cristianismo sem cruz não é cristianismo de forma alguma, e sim uma pobre imitação da doutrina de Cristo. Uma vida cristã sem cruz não é vida cristã, mas apenas um "ego" adornado com os ensinos de Cristo! Nós necessitamos da cruz tratando profundamente conosco, para que possamos ser homens e mulheres espirituais, vivendo vidas espirituais e andando com Deus desfrutando de uma verdadeira comunhão com o Espírito Santo.
Durante a vida de fé de Abraão, nós constatamos a edificação de quatro altares.Esses altares foram erguidos no processo de sua jornada interior de conhecimento de Deus e amizade com Ele. Cada um destes altares aponta para um aspecto do trabalho da cruz em nossas almas, ampliando assim a nossa consagração, ou seja, o nosso relacionamento com Deus e nossa verdadeira espiritualidade.
 
1°- ALTAR DA REVELAÇÃO
 
O primeiro altar foi edificado em Siquém (Gn 12:6-7), e podemos chamá-lo de altar da revelação. Deus revelou-se ali a Abraão: "Apareceu o Senhor a Abraão". Precisamos saber que a cruz e a revelação andam juntas. Na medida em que a cruz trata conosco, é que teremos genuína revelação de quem Deus é; de quem nós somos, do que a igreja é e do que o mundo é. Carecemos da visão real destas quatro coisas para que vivamos uma vida que seja verdadeiramente espiritual!
Por causa da cruz, o apóstolo João sabia quem Deus era: "Deus é Amor", "Deus é luz" em I João 4:8 e 1:5. Por causa da cruz, ele sabia quem ele próprio era: "...seu servo (escravo) João" em Apocalipse 1:1, e, "Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança" (Apocalipse 1:9). Pela cruz, ele sabia o que era a igreja: "Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do cordeiro". Pela cruz, ele sabia o que era o mundo: "Não ameis o mundo".
Por outro lado toda genuína revelação de Deus a nós implicará em cruz, ou seja, requererá que depositemos nossos corpos como sacrifício no altar de Deus. Para que aquilo que de Deus foi revelado a nós seja "formado" em nós e que não fique apenas em nosso intelecto como informação a respeito de Deus. Este oferecer do nosso ser ao Senhor diário têm a finalidade de que o trabalho da cruz possa reduzir-nos cada vez mais, fazendo Cristo aumentar em nós cada vez mais. Isto é consagração.
Lembremo-nos ainda que embora seja a regeneração, o nascer de novo que marca o início de nossa vida cristã, mas é a consagração que marca o início do nosso crescimento até a maturidade cristã!
"Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco. " Marcos 11:24
 
2°- ALTAR DA SEPARAÇÃO
 
O segundo altar na história de Abraão foi edificado entre Ai e Betel (Gênesis 12:8), e podemos chamá-lo de altar da separação. Abraão deixou Ai para trás e tinha Betel diante dele. Ai significa literalmente "monte de ruínas" e Betel significa "Casa de Deus".
Aqui podemos dizer que é a vida de altar, a consagração, que permite que a cruz separe-nos do mundo, do amor pelas coisas do mundo, enfim de "tudo o que há no mundo" (cobiças, concupiscências e soberba). A cruz coloca o mundo para trás e mantém viva e clara a visão da Casa de Deus que é Betel! E não somente pela visão de Betel, mas a visão da cruz operando em nós, habilita-nos a participar de Betel, como em I Pedro 2:5 fala de "sermos edificados casa espiritual, para sermos sacerdócio santo...".
A cruz nos introduz na igreja como Cristo passou pela cruz e a igreja surgiu. Nós também precisamos "passar pela cruz" para que a igreja em sua realidade prática e viva possa surgir. Só a cruz pode separar-nos do mundo e introduzir-nos na Casa de Deus. Diante de Deus, por causa da obra da cruz de Cristo no calvário, nós nos tornamos a Casa de Deus, a Igreja, o corpo de remidos. Mas o lado subjetivo desta verdade, ou seja, refletir em nosso viver, depende do trabalho da cruz em nossas vidas.
Note que após este segundo altar, Abraão desce ao Egito "para aí ficar" (Gênesis 12:10), contrariamente à vontade de Deus. Como muitas vezes acontece conosco, também Abraão tinha experiências do altar, mas ainda seu "homem natural" não tinha sido completamente tratado revelando uma independencia do Senhor nas suas escolhas e idéias.
O Senhor tratou com ele, misericordiosamente, como observamos em Gênesis 12:10-20, e o trouxe de volta. Ele "fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai; até ao lugar do altar, que outrora tinha feito...". Abraão voltou ao mesmo ponto de onde se desviou! Deus não pula etapas em nosso discipulado. O trabalho da cruz em nós tem dois lados: o negativo e o positivo. Do lado negativo, "despe-nos do velho homem"; do lado positivo, reveste-nos do novo homem".
Mas devemos ficar atentos para este fato: Quando Deus trata com as coisas negativas de nossa vida diante d'Ele, este tratar não é a essência da santificação, pois esta é essencialmente positiva! Deus nos conduz do ponto de onde nos desviamos d'Ele para, a partir dali, com a vida de altar restaurada, andarmos novamente com Ele e assim prosseguirmos compartilhando do Seu caráter em amizade com Ele. Ainda acrescentamos que, este tratar de Deus conosco em uma área específica de nossa vida (como esta da escolha de Abraão de ir para o Egito), é um tratar progressivo e cada vez mais profundo, pois veja que anos depois Abraão novamente escolhe erradamente um caminho natural, tentando ajudar Deus a gerar Isaque. Neste ato de independência gera Ismael que não é o filho da promessa de Deus.
 
3°- ALTAR DA COMUNHÃO
 
O terceiro altar erguido por Abraão foi levantado logo após a sua separação de Ló em Gênesis 13:14-18. Aqui temos mais um degrau na vida consagrada de Abraão. Este faz a escolha, mas por causa da contenda entre seus pastores e os de Ló, ele pede a Ló que se aparte dele escolhendo seu próprio caminho. Ló faz uma escolha de alguém que realmente não conhecia o altar! Ele escolhe "a campina do Jordão", uma terra boa para sua prosperidade econômica, e vai armando suas tendas até Sodoma, um lugar de julgamento, pecado, figura do mundo!
Podemos então chamar este terceiro altar de altar da comunhão. Ele foi edificado em Hebrom que significa "comunhão, união". A cruz habilita-nos a ter aquela incessante comunhão com Deus, uma verdadeira amizade com Deus! Como já disse Madame Guyon: "O Senhor se coloca no exato lugar daquilo que Ele põe à morte em nossas vidas". Já compreendemos isso diante do Senhor? Ele substitui para adicionar, Ele divide para multiplicar. Quem conhece o Seu coração pode confiar em Suas mãos!
 
4°- ALTAR DA ADORAÇÃO
 
O quarto altar na vida de Abraão foi erguido no Monte Moriá. Podemos chamá-lo de altar da adoração (Gn 22:1-14). Este altar reflete a vida madura de Abraão e o quanto ele já tinha aprendido diante do Senhor. É de aceitação geral entre os estudiosos de tipologia, que aqui Abraão até mesmo tipifica Deus como o Pai eterno. O que vemos aqui é um homem absolutamente rendido a Deus, a ponto de sacrificar seu único e amado filho.
Um homem que amava Deus a ponto de confiar em Seus caminhos. Abraão nesse ponto era tão sensível à voz de Deus que pôde discernir cada instrução de Deus, em cada passo do doloroso processo de sacrifício.
Abraão o adorou no momento em que oferecia o que tinha de mais precioso! Só a cruz nos torna verdadeiros adoradores do Pai! Sem as marcas da cruz em nossas vidas, nós adoramos a nós mesmos e nossas vidas demais para serem oferecidos a Deus!
Na verdade, neste altar Deus coloca aquela parte mais íntima e preciosa de Abraão, o próprio coração de Abraão que tinha o precioso Isaque. Deus assim tratou profundamente com Abraão, e tornou-o um adorador!
Que nosso querido e fiel salvador faça o mesmo conosco, pela sua misericórdia e para sua própria glória e honra.
 
Romeu Bornelli



 





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Os Gemidos na Intercessão

Os Gemidos na Intercessão

 
"Até a minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino." 1Timóteo 4:13
 
Os Gemidos na Intercessão

"O clamor do Espírito Santo é por demais profundo para as palavras humanas. Assim ele se torna gemido dentro dos nossos corações e manifesta um desejo intercessório tão infinito que é impossível ser totalmente expresso" por Wesley L. Duewel
O que é gemido?
Oração em gemidos é uma oração sem palavras, mas em suspiros. Diferente da oração em línguas, os gemidos não podem ser expressos por palavras. Os gemidos acontecem, muitas vezes, nos quartos fechados, no choro, na angústia e na solidão.
Exemplo: Em 1 Samuel 1:13-18, "Ana gemia. Som nenhum saía, mas os seus lábios se mexiam".
 
Estas experiências podem parecer irracionais, mas na realidade são experiências supra-racionais, ou seja, acima do raciocínio humano e dentro da medida da permissão de Deus. Neste dia Ana foi confundida como se estivesse bêbada, porque as palavras não saiam da boca.
 
No trecho de Romanos 8:18-26 temos três gemidos de diferentes origens:
 
1- Gemidos da Criação e Natureza;
2- Gemidos do homem nascido no Espírito;
3- Gemidos do Espírito Santo.

Exemplos na Palavra de gemidos:
 
"Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó." Êxodo 2:24.
"Porque em vez do meu pão me vêm gemidos, e os lamentos se derramam como água?" Jó 3:24.
"Estou cansado de tanto gemer; todas as noites, faço nadar meu leito, de minhas lágrimas o alago." Salmos 6:6.
"Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora, diz o Senhor; e porei a salvo a quem por isso suspira" Salmos 12:5.
"Lembro-me de Deus e passo a gemer; medito, e me desfalece o espírito" Salmos 77:3.
"Chegue à tua presença o gemido do cativo; consoante a grandeza do teu poder, preserva os sentenciados à morte" Salmos 79:11.
"Para ouvir o gemido dos cativos e libertar os condenados da morte" Salmos 102: 20.
"A terra geme e pranteia, o Líbano se..." Isaías 33:9.
"Todos nós... continuamente gememos..." Isaías 59.11.
"Por isso, o meu coração geme como flautas por causa de Moabe, e como flautas geme por causa dos homens de Quir-Heres; porquanto já se perdeu a abundância que ajuntou..." Jeremias 48:36.
"Sabemos que toda criação geme..." Romanos 8:2.
"...também gememos em nós mesmos..." Romanos 8:23.
"... gememos, desejando ser revestidos da..." 2 Coríntios 5:2.
".... estamos neste tabernáculo, gememos..." 2 Coríntios 5:4.

Pelo que gememos?
 
-Saudade do nosso lar eterno.
 
-Busca de uma intimidade maior com Deus, interrompida e limitada pela nossa condição de ser humano.
 
-Inconformismo pelo pecado, pela perversão do mundo em que fomos inseridos.
 
-Gememos e esperamos o estado final da nossa salvação
.
-Desejo ardente de entrar na verdadeira liberdade e plena posse da adoção, revestido do corpo glorioso com todas as faculdades em funcionamento pleno (2 Coríntios 5:1-10).
 
-Pelas nossas cidades, nação e pelo mundo.
 
-Pela igreja.
 
-Pelos entes queridos.
 
Dores de parto
 
-Paulo gemia pelos gálatas e chegava a sentir dores de parto para ver Jesus sendo formado neles (Galatás 4:19).
 
-Para dar à Luz ou santificar uma igreja havia dores de parto (2 Coríntios 2:4).
 
Orar em gemidos é uma forma de intercessão:
 
Orar com gemidos, orar em angústia não importando se com palavras ou sem palavras apenas orando. No caso de Elias, ele orou pela chuva e estava gerando em intercessão aquilo que foi prometido por Deus.
 
"Então disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque há ruído de uma abundante chuva. E Acabe subiu a comer e a beber; mas Elias subiu ao cume do Carmelo, e se inclinou por terra, e pôs o seu rosto entre os seus joelhos. E disse ao seu servo: Sobe agora, e olha para o lado do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então disse ele: Volta lá sete vezes. 1 Reis 18:41-43
Em Lucas 22:39-46 vemos exemplos das dores que Jesus sentia quando orava ao Pai. Atualmente vemos não raramente pessoas se quebrantando e tendo dores intensas de parto pela situação da Igreja ou de um país ou nação.

Gemidos no Espírito Santo
 
Em Romanos 8:26-27 diz que o Espírito nos assiste, nos ajudando nas fraquezas da situação humana. Nossa fraqueza é que não sabemos como orar. Precisamos da revelação do Senhor, de buscar a mente de Deus. Mas o Espírito intercede por nós e intercede com gemidos inexprimíveis.
 
Aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos, pois existe a harmonia do Espírito para com Deus e da mente de Deus para com o Espírito Santo.
Os gemidos nascidos do Espírito estão sempre de acordo com a vontade de Deus. O Espírito não vai desejar outra coisa senão a vontade de Deus (Efésios 3:20).
 
Não se pode separar o gemido genuíno do espírito do homem do gemido do Espírito Santo, pois os dois se fundem num só, para gemer, para transformar, para salvar, mudar. Ele faz o papel de intercessor pelos santos, através dos santos.
Por que os santos não sabem orar como convém? Os santos têm as suas fraquezas humanas, sua falta de discernimento, de percepção e Ele vem ajudá-los através do Espírito Santo.
 
A dor do parto é a dor que precede o nascer de algo que reside em Deus mesmo. Deus compartilha conosco este gemer. Fazendo-nos participantes também da dor de parto que gera:
 
-Novas vidas
 
-Maturidade
 
-Santidade
 
-Avivamento
 
Quando Deus diz: " O clamor do povo chegou até mim". Na realidade, é o clamor de Deus que desce até o povo, os seus servos e sobe novamente a Deus, pela boca dos seus servos em gemidos e oração pois Deus move a Terra através da oração dos santos. O Espírito Santo usa os nossos corpos para gemer, para sentir a dor, usa nossos lábios para expressar, usa nossos sentimentos para se expressar.
 
A intercessão do Espírito
 
A intercessão do Espírito Santo é de acordo com a vontade perfeita de Deus e a necessidade dos santos. Existe um zelo de Deus pelos santos redimidos e comprados por alto preço harmonizando a Mente, a Vontade e o Propósito de Deus com as necessidades dos santos.
 
Então a oração e os gemidos podem ser pela Igreja local, pelo Corpo de Cristo (Efésios 5:26-27), por missões (Povos Não Alcançados), pelo Brasil, pelo avivamento do Brasil, para a conversão de pessoas, pelo movimento de oração entre outros.
O Espírito intercede por nós, através de nós, pela criação, pelos homens e pela igreja. Sem nós, o Espírito fica incompleto na sua intercessão. O resultado desta intercessão com gemidos é:
" Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E os que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou" Romanos 8:28-30
 
Que privilégio!
 
RMI - REDE MUNDIAL DE INTERCESSORES - Intercessão, um chamado para todos Equipe RMI

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Uma alma restaurada através da intercessão

 
Todas as vezes que intercedemos, estamos pedindo algo em favor de alguém ou de nós mesmos. Toda conquista para ter êxito precisa ser acompanhada de uma intercessão. Em Tiago 1:17 diz: "Toda boa dádiva e todo dom perfeito, vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação.

Sabemos que conquistamos tudo primeiramente no plano espiritual e o texto afirma que vem do alto, ou seja, movemos as bênçãos de Deus em nosso favor através da intercessão. A intercessão é como uma gestação, e como dar a luz um filho.
A restauração da alma é um processo que só acontece mediante muita intercessão. Conquistamos a cura da alma quando estamos nos braços do Pai por meio da intercessão e não apenas a cura da alma, mas conquista de todas as outras coisas que necessitamos.

Intercessão fala de entrega total. Em Lucas 22:39-46, vemos Jesus em um momento de grande intercessão e aprendemos com o Mestre que a verdadeira intercessão não é apenas tomar a causa do outro, mas também tomar a nossa própria causa, entregando-se ao Pai sem limites e sem reserva de tempo.

O livro de I Samuel 1:19-29 conta a história de Ana, uma mulher que teve a alma restaurada através da intercessão. Ela deseja muito um filho e por essa causa se apresentava de ano em ano, para adorar e sacrificar ao Senhor dos Exércitos. E a Bíblia diz que essa mulher tinha a sua madre cerrada, portanto, não podia gerar filhos.

Através da vida de Ana vemos três características importantes na vida de um intercessor:

 
1. Sinceridade

"Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou muito..." (I Sm 1:10)
 Ana não escondeu toda a tristeza de sua alma por desejar tanto um filho e não poder tê-lo, pelo fato de ser estéril. Ela se revelou ao Senhor com sinceridade de coração, com choro, expondo naquela intercessão o quanto estava com a sua alma ferida.
Quantas vezes nós vamos até o líder e apesar de não estarmos bem, não temos coragem de falar realmente o que está em nosso coração. E com isso só nos prejudicamos.


2. Perseverança


Ana perseverou na intercessão apesar de Eli achar que ela estava bêbada. Ela entendia que a intercessão jamais pode estar acompanhada pela desistência. Todo desistido não conquista, mas Ana, através de sua perseverança, demonstrada pelo fato de ir de ano em ano ao templo, fez com que conquistasse o que tanto buscava: um filho.

Ana perseverou até que a bênção se manifestasse.

É dessa forma que devemos proceder diante de Deus em nosso favor e em favor de outros, pela perseverança.

3. Entrega

Ana buscou sua conquista em Deus e se entregou sem reservas. No versículo 15, vemos Ana derramando a sua alma perante o Senhor, entregando-se totalmente e o resultado de sua intercessão, o profeta Eli disse a ela: "Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste." (I Sm 1:19)

A intercessão abre caminho para Deus operar milagres. Caminhe sempre buscando a presença de Deus através da intercessão e então você verá os sinais, prodígios e maravilhas do Deus Todo Poderoso.

Pr. Júnior Ayub
REDE MUNDIAL DE INTERCESSORES - Intercessão, um chamado para todos
http://www.mcmpovos.com.br/site/Portugues/Materias.aspx?cod=785

A importância da reunião de oração

 

"Até a minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino." 1Timóteo 4:13
 
No capítulo 18 de Mateus no versículo 18 o Senhor diz: "Tudo o que amarrardes na terra, terá sido amarrado no céu, e tudo o que soltardes na terra terá sido solto no céu".

A quem Ele se dirige aqui? À igreja? Porque o versículo 17 menciona a igreja, e o versículo 18 é uma continuação do 17. Podemos afirmar então que Cristo se dirige a sua igreja! Diz que tudo o que a igreja amarrar na terra, terá sido amarrado no céu, e tudo o que a igreja soltar na terra, terá sido solto no céu.

Esse é um princípio importante: Deus hoje trabalha por meio da igreja. Deus não pode fazer coisa alguma à vontade; Ele tem de fazer tudo por meio da igreja, pois Ele mesmo decidiu que assim fosse. Se não for por meio da igreja dos homens, Deus nada pode fazer! Irmãos, Deus hoje nada pode fazer por Si próprio. Além da Sua vontade há uma livre vontade que Ele mesmo criou e se esta última não cooperar com Ele, Ele nada poderá fazer.

A intensidade de poder que a igreja têm expressa a intensidade de poder de Deus liberada. Seu poder é expresso pela igreja quando a igreja entra em acordo com a sua vontade. Deus colocou-Se na igreja. A altura e extensão que a igreja alcança é a altura e extensão que o poder de Deus alcança. Se o poder da igreja é pequeno e restrito, Deus não pode expressar quão elevado e extenso é o Seu poder! O reservatório do Departamento de Águas que é Deus, pode até ser grande, mas se você tiver apenas uma torneira pequena em seu reservatório, a grande quantidade de água não fluirá. Se quiser mais água fluindo, você precisa de uma canalização e torneiras maiores. E a torneira e canalização aumenta somente com a oração buscando a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Orando em Todo o Tempo

Com toda oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos. Efésios 6:18

Depois de entendermos a importância da oração e consagrar-nos para servir e trabalhar em oração, com certeza os ataques de Satanás virão sobre nós, um após o outro! Sentiremos que não conseguimos achar tempo para orar e quando temos a intenção de orar, alguém bate à nossa porta ou vem pela porta dos fundos; os adultos começam a discutir ou as crianças a perturbar; alguém fica doente ou sofre um acidente, e antes de decidirmos orar, tudo estava em paz! As vezes nós não sabemos o poder da oração, mas satanás sabe e tentará nos impedir a todo custo!

Por isso intercessores, muitas coisas inesperadas e imprevisíveis cairão sobre nós como um exército em uma emboscada. Inúmeros problemas surgirão para nos impedir de orar. Será que todas essas coisas acontecem acidentalmente? Não, elas não acontecem por acaso! Essa é uma estratégia planejada e preparada por satanás para nos impedir de orar. Ele pode nos encorajar a fazer muitas coisas, mas tentará eliminar nosso tempo de oração. Satanás sabe que, se o trabalho espiritual não for edificado sobre o fundamento de oração, este não terá valor e o resultado final será um fracasso.Portanto, sua estratégia é fazer com que fiquemos ocupados com outras coisas e negligenciamos a oração. Ocupando-nos na obra, em visitas, em prover hospedagem e em preparar mensagens entre outros. Estamos ocupados a tal ponto que a oração fica de lado e não temos tempo para orar.

Como nas Escrituras quando os filhos de Israel planejaram deixar o Egito, a reação do Faraó foi aumentar o trabalho deles. O objetivo do Faraó era fazer que eles prestassem mais atenção ao seu trabalho, para que não tivessem tempo de pensar em deixar o Egito. Depois que você toma a decisão ou faz planos para ter uma vida de oração mais rica, Satanás começa uma nova estratégia; ele fará que você fique mais ocupado e amontoará trabalhos e necessidades sobre você para que você não tenha tempo de orar.

A Intercessão dos Membros

Muitos temos experiência de que, quando estamos secos e não temos como prosseguir, precisamos que outros irmãos intercedam por nós para que superemos o problema. Uma vez fiquei enfermo por cento e setenta e seis dias. Eu orava diariamente pela enfermidade, mas não funcionava. Quando me cansei, pedi a um irmão que eu não considerava tão especial que orasse por mim. Surpreendentemente, recebi ajuda de sua intercessão e minha condição melhorou em pouco tempo.

Irmãos, lembrem-se que isso é o suprimento do Corpo de Cristo. As vezes não conseguimos vencer em muitas coisas pelo nosso esforço, mas, uma vez que entregamos a questão ao Corpo, o problema é resolvido!

Depois de 1930, muitos lugares na China experimentaram o derramamento do Espírito Santo, especialmente nas proximidades da Província de Xantum. Naquela época eu já era salvo havia dez anos. Eu desejava o derramamento, mas não conseguia experimentá-lo. Mais tarde, fui para Chefoo e pedi aos irmãos dali que orassem por mim e pouco depois recebi a derramamento do Espírito.

Outro caso é que havia um irmão na Inglaterra que conhecia a vitória de Cristo, mas não conseguia vencer determinado pecado. Alguns irmãos e eu oramos por ele, e ele venceu depois da oração como Corpo.

Posso mencionar dezenas de exemplos que mostram o efeito da intercessão do Corpo de Cristo. Deus dispensa o suprimento na nossa vida muitas vezes mediante a vida de outros. Portanto, é tolice tentar separar-nos uns dos outros. A congregação é essencial na vida cristã!
 
 "O Mistério de Cristo" de Watchman Nee

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Como interceder por um povo não alcançado

 Como interceder por um povo não alcançado

RMI - REDE MUNDIAL DE INTERCESSORES - Intercessão, um chamado para todos


Os povos não-alcançados precisam ser alcançados o mais breve possível, e isto representa para nós, os que já fomos alcançados, um grande desafio.



Cremos que o ponto de partida para a evangelização destes povos é a oração intercessória.



Pelo fato de viverem, geralmente, em lugares distantes, sabemos pouquíssimo acerca deles. E a falta de informações atualizadas impede que intercedamos de maneira objetiva, o que torna nossas petições vagas e repetitivas. Se nossas orações não forem bem definidas, facilmente esqueceremos de orar.



Como vamos avaliar se nossas orações foram atendidas ou não?



Se vamos interceder, seriamente, por um determinado povo que pouco conhecemos, a única forma de fazê-lo é interceder diariamente, ou várias vezes ao dia, até que isto faça parte de nossa consciência.



Por quais motivos devemos orar?



O melhor seria que você pudesse encontrar muita informação acerca desse povo, como a língua, cultura, o local onde vive, a forma de vida, necessidades materiais e físicas. Mas se isto não for possível, você pode encontrar tudo isso em sua própria Bíblia.



As necessidades essenciais e básicas para a oração de intercessão estão claramente enumeradas nas Escrituras: tudo o que o Senhor falou acerca das etnias, das nações, dos povos, das tribos, revela sua vontade para com eles. "E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos."
1 Jo 5.14,15.



Quando estiver intercedendo por um povo não-alcançado procure sempre ter sua Bíblia à mão. Procure também, relacionar passagens bíblicas com os motivos descritos a seguir, para que a vontade de Deus seja feita, quando você apresentar sua petições diante do trono do Todo-Poderoso.



1. Ore para que Deus envie obreiros.
Geralmente há crentes que vivem próximos a algum povo não-alcançado, ou que vivem no mesmo país. Ore para que Deus envie missionários de outros países para estes povos, e que a Igreja brasileira participe mais acentuadamente, enviando missionários, Mt 9.37,38.



2. Ore pelas igrejas já estabelecidas nos países onde houver algum povo não-alcançado, para que recebam visão missionária de alcançar esse povo.



3. Ore para que o Senhor "abra a porta para a palavra"Cl 4.3,4. Esta é uma porta que tem dois lados: a porta da pregação e a porta do ouvinte. A mensagem deve ser apresentada de forma que o ouvinte possa compreender claramente. Deve suprir sua verdadeira necessidade, não o que o pregador considere que seja a necessidade do ouvinte.



4. Você sabe que os povos sem Cristo caminham segundo o curso deste mundo e se deixam influenciar pelo que fazem as pessoas ao seu redor. Ore para que quando os mensageiros de Deus cheguem nesses lugares haja quem receba, amavelmente, os servos de Deus e sua mensagem.



5. Você sabe que o deus deste século (2 Co 4.4) exerce completo domínio sobre esses povos. Por essa razão interceda pela guerra espiritual que ocorrerá contra os mensageiros de Deus e, da mesma forma, àqueles que recebem a mensagem do evangelho. Ore para que o "homem valente", de que falou Jesus (Mt 12.29), seja manietado e seus bens saqueados. Você sabe que uma das maneiras de manietá-lo é através da oração. Quando você intercede por um povo não-alcançado, há uma verdadeira guerra espiritual contra as trevas. Portanto, peça proteção do alto, porque você também sofrerá ataques do inimigo.



6. Ore para que os novos convertidos rompam completamente os laços e práticas pagãs, para que sejam completamente libertos dos ataques malignos. Ore para que eles tenham a segurança de que "maior é o que está conosco, do que o que está no mundo",
1 Jo 4.4



7. Ore para que se levante entre esses povos uma Igreja evangelística e produtiva, e que os novos convertidos cresçam na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.



8. Você sabe que Deus tem prometido dar a seu Filho as nações por herança e os confins da terra como sua possessão (Sl 2.8). Você pode orar para que Cristo tome posse, imediatamente, da herança que lhe pertence, ou seja, todos os povos, inclusive os não-alcançados.



9. Você sabe que o propósito eterno de Deus é trazer todas as pessoas, de todas as raças aos pés de Cristo. Peça em oração para que o povo pelo qual você está orando seja representado, juntamente com todas as outras nações, dentro do corpo de Cristo (veja Ap 5.9;7.9)



10. Continue orando de acordo com a vontade de Deus revelada nas Escrituras, ou seja, pelas nações e pelas pessoas que vivem diariamente possuídas pelo medo, pela dor e insegurança; por aqueles que estão prestes a enfrentar a eternidade sem Cristo, se não forem alcançados, imediatamente.
 
Cyro Mello

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Por que Jesus orava?

                                                                  
                   
                                      "Senhor, ensina-nos a orar"


Jesus orava. Nós podemos ver, em nossas próprias limitações e necessidade, razões para orar. Mas, o que estava atrás das orações de Jesus? Jesus é Divino, Todo-poderoso, o Eu Sou, Jeová. Que necessidades suas poderiam ser satisfeitas com oração? Contudo, ali estava ele em forte choro, lágrimas e devoção, orando (Hebreus 5:7).

Quando ele tomou a humanidade sobre si mesmo, ele ainda era aquele que sempre existia, e existe. Mas, por muitas razões no plano de Deus, por ter sido gerado como um homem, ele tomou voluntariamente a relação de Filho para Pai, e aprendeu a obediência. Esta posição estabelecia, não somente identidade carnal conosco, mas identidade moral também, na exigência de sujeição.

Tendo vindo para fazer a vontade de outro, ele era guiado pelo Espírito (Lucas 4:1,14), e operava milagres pelo poder do Espírito Santo (Atos 10:38), e não pela sua própria vontade (Marcos 5:30). Ele orava porque confiava na providência do céu.

O reconhecimento desta providência levou a orações de agradecimento. Ele agradecia a Deus pelo alimento
(Mateus 15:36). Outra oraçao de agradecimento demonstrava sua associação com o Pai, para que aqueles que estavam na ressurreição de Lázaro pudessem entender que ele tinha sido enviado por Deus (João 11:41-42). Nossas orações podem identificar-nos com Deus.

Eu cresci num lugar e num tempo quando as pessoas eram muito modestas na expressão pública de fé. Seria "exibição" dar graças num restaurante. Mas, agora, eu creio que é bom para o mundo ver que há aqueles que reconhecem Deus como fonte de bênçãos, recebendo seu alimento com agradecimento, mesmo em público, desse modo expressando relação, como Jesus o fez. Para evitar o exibicionismo, pode-se fechar no quarto para orações mais longas.

Enfrentando arrogância intelectual, Jesus dava graças pelo propósito partilhado com respeito à verdade, escondida dos orgulhosos que apreciam suas próprias respostas, mas revelada aos humildes que a buscam (Mateus 11:25-26). Do mesmo modo, quando nossos propósitos estão em harmonia com o de Deus, não seremos abalados pelas pessoas notáveis desta escuridão. Daremos graças a Deus porque as insolentes celebridades do mundo não definem a verdade.

Jesus orava antes de iniciar a obra de Deus. Ele passou toda a noite orando antes de nomear os Doze (Lucas 6:12). Todos os pormenores desgastantes para iniciar uma obra não deverão inibir a oração, mas ordená-la. Continuar avante rumo à "glória de Deus" com uma petição inadequada sugere egoísmo e demasiada confiança em si mesmo.

O cansaço depois da ação também encontrou Jesus em oração. Ouvindo falar da morte de João, Jesus procurou a solidão, mas foi tragado pela maré humana que o seguia. Depois de curar os seus doentes, de alimentá-los, e de mandar embora seus discípulos, ele subiu a um monte para orar (Mateus 14:13-21). Seguindo-se outros dias estafantes, ele buscou alívio num lugar deserto (Marcos 1:25; Lucas 5:12-16), para orar.

Quando estamos muito pressionados, as orações de Jesus oferecem um melhor exemplo do que o sono desesperado de Elias, depois do triunfo sobre os profetas de Baal. Percebeu? A conseqüência do triunfo pode levar à decepção e à depressão. A fadiga pode trazer a vulnerabilidade e a tentação quando a oposição é implacável. Jesus encheu períodos em seguida a grande atividade com oração. Isto restaura a força, confiando na Fonte do triunfo.

A petição e a intercessão estão ligadas na oração de Jesus precedendo o Getsêmani (João 17). Ele apreciava a comunhão com o Pai. Ele também ansiava por uma maior comunhão que tinha sido rompida pela sua encarnação. A comunhão se tece por meio da oração. A intimidade com Deus leva a oração. Mas a necessidade reconhecida por maior intimidade é buscada adequadamente e efetivada na oração.

Outra marca dessa oração era a preocupação com outros, mais tarde exprimida na notável oração depois que Satanás procurou a queda de Pedro. Jesus orou para que a fé de Pedro não falhasse. Isto ensina-nos mais do que entendemos. Ele pediu ao Pai por algo que exigiria um ato de vontade por um outro. Desde que Deus não compeliria Pedro contra sua vontade, Deus tem que ter meios providênciais que podem afetar nossas escolhas ou, então, por que Jesus pediria? Um auxílio óbvio a Pedro foi o conhecimento de que Jesus oraria por sua fé. O conhecimento de nossas orações, por aqueles por quem oramos, pode ser acrescentado aos fatores favoráveis dos outros meios de Deus quando oramos.

Estas são algumas coisas que ocasionaram as orações de Jesus: sua sujeição e confiança, o agradecimento, o início de uma obra, o fim de um trabalho, a necessidade e o desejo de uma comunhão com Deus, a necessidade de outros verem esta comunhão, e a intercessão pelos outros. E, naturalmente, a necessidade de força no jardim. E minhas orações? Que sejam como as de Jesus!

por Dale Smelser