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E da mão do anjo subiu diante de Deus
a fumaça do incenso com as


orações dos santos.
Ap. 8:4

...e taças de ouro cheias de incenso,

que são as orações dos santos.
Ap 5:8c

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Entrando na Sala do Trono


Desde que Jesus Cristo derramou seu precioso sangue na cruz, somente através do seu sangue o homem pode entrar na santa e maravilhosa presença de Deus. Razão por que esta escrito em Hebreus 10.19 “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus” . Quem proclama o evangelho sem colocar o sangue de Jesus na mensagem, falsifica a Boa Nova. Pois é o sangue de Jesus quem nos purifica de todos os pecados, não é a igreja, nem denominação religiosa ou rito sacramental. Porém uma grande parte das pessoas nunca se apercebeu que o homem precisa entrar na presença de Deus!
Muitos freqüentam as cerimônias religiosas e com isso acreditam estarem na Sala do Trono, o que é um grande engano. Conforme a denominação religiosa, muda a liturgia de culto, mas a grande maioria das liturgias procuram levar a congregação a entrar na presença de Deus, ou seja no Santo dos Santos. O problema é que entrar na sala do trono e encontrar-se com o Criador do universo é muito mais que um procedimento lógico-litúrgico,  é acima de tudo um ato de intercessão e intimidade com Deus.
De modo geral, num contexto ameríndio, onde a Igreja Católica Romana precedeu-nos na tarefa de proclamar a fé cristã, existem diversos conceitos religiosos equivocados que ao longo dos séculos foram lentamente pairando sobre o pensamento social coletivo.
Um deles é a pseudo idéia que a igreja é a casa de Deus. Na Nova Aliança, fica claro que Deus não habita mais em templos feitos por mãos humanas, mas sim dentro de todos aqueles que receberam a Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador. Atos 7:47-50 “E Salomão lhe edificou casa; mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura, não fez a minha mão todas estas coisas?”
 1 Coríntios 6:19 “Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?”
Aquele local físico, onde habitualmente nos reunimos para congregar torna-se cheio da presença de Deus, na proporção em que as pessoas que convergem para aquele endereço estão cheias do Espírito Santo. Assim, em suas reuniões públicas o (1o)Senhor é invocado, o (2o)Espírito Santo encontra liberdade para agir (2 Co 3:17) e (3o)ocorre a manifestação de sua doce e santa presença, bem como do seu poder e dons.
A presença de Deus é revelada em diversos episódios das sagradas escrituras,  mas a grande maioria dos cristãos confundem a (1)onipresença de Deus, com a (2)presença manifesta de sua glória.
Sabemos que Deus vê todas as coisas e que sua onipresença é sobre toda a terra. Isso é diferente de afirmarmos que todos os lugares são Deus, logo o panteísmo religioso não corresponde a verdade. Geralmente crescemos com o conceito de que Deus esta nos vendo, em todos os lugares... isso justifica nossos avós ao dizerem: - “não faça isso, pois Deus esta vendo!”. Outro pensamento coletivo errôneo é o da teologia universalista de que todos os caminhos levam a Deus.
A Bíblia nos afirma em Mateus 18:20 “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali eu estarei no meio deles”, essa é uma verdade a respeito da presença de Deus. Muitos crêem que Deus esta presente em suas reuniões, pois “sentem um arrepio na coluna”. Quando vão ao culto e não sentem o “arrepio na coluna”, retornam frustrados para suas casas achando que por algum motivo Deus não se fez presente.
Baseado em Mt 18:20, sabemos que isso é uma falta de maturidade espiritual, pois independente de sentirmos ou não “arrepios na coluna”, sabemos que Deus esta presente em nossas reuniões pelo simples e suficiente fato da palavra d’Ele nos garantir isso! Eu creio na Bíblia, ela  diz que onde dois ou três estiverem reunidos em nome do Senhor, ali Deus se fará presente. Logo eu creio que Ele esta presente, independente do que sentir ou não, e acabou! Isso é onipresença de Deus e muitos se dão por satisfeitos com essa certeza!
Porém o fato de Deus ser todo (oni) presente, não implica em que Ele esteja manifestando o seu poder, sua unção ou dons espirituais. Essas manifestações sobrenaturais não acontecem em virtude da onipresença divina, mas sim em virtude da presença manifesta de sua glória, (shekiná, doxa)...
A presença manifesta de Deus é diferente de sua onipresença. Em muitas reuniões, Deus esta presente, esta operando individualmente nos corações das pessoas e nós não conseguimos perceber. Deus tem um jeitinho todo especial para falar com cada pessoa, Ele conhece nossa estrutura melhor que nós mesmos e sabe qual a forma mais eficiente para se revelar a cada um de nós.
Porém, é possível haver a presença de Deus em uma reunião e não haver ação por parte dele. O fato de Deus estar presente não significa, que Ele esteja operando, manifestando seu poder, nem que o Espírito Santo tenha recebido liberdade para fluir.
A grande maioria das pessoas, jamais percebeu que a presença manifesta da glória do Senhor é que faz a diferença em suas vidas. Muitos de nós estamos programados a nos dar por satisfeitos apenas em ir a igreja,  encontrar com os amigos, trocar gentilezas e quem sabe até sairmos para almoçar juntos, depois do culto... nada além disso.
Porém Deus não esta satisfeito quando fazemos de sua igreja um simples clube social de convivência, onde Jesus comparece em nossas reuniões para ficar ali apenas nos observando. Deus procura por um povo que invoque o seu nome, manifeste sua glória entre as nações e periodicamente tenha momentos especiais de encontro com Ele, esses encontros sempre serão transformadores, as pessoas que comparecerem a essas audiências celestiais sempre sairão com seu caráter, temperamento, personalidade, lembranças do passado ou até mesmo seu corpo físico (...) transformados, conquanto a glória do Senhor tenha sido manifesta naquele lugar.
Infelizmente, alguns líderes acreditam que o poder transformador das vidas de suas ovelhas esta centralizado em toda a sua oratória, teologia sistemática, hermenêutica, exegese, psicologia pastoral ou outras habilidades pessoais. Inconscientemente idolatram a si mesmo, e as suas habilidades acadêmicas, colocando-os num grau de importância superior a presença manifesta da glória de Deus. Geralmente são líderes feridos, frustrados com a vida, alguns vindos de famílias miseráveis que apenas conseguiram subir na vida, graças aos seus esforços próprios e depois de reconhecidos como ministros do evangelho procuram suprir todo seu complexo de inferioridade, auto-afirmando suas grandes realizações e habilidades pessoais.
A Bíblia não afirma que somos transformados de culto em culto, nem de reunião em reunião, muito menos de grandes realizações em grandes realizações, mas sim de glória em glória. Todas as habilidades acadêmicas, são muito importantes para a formação de líderes saudáveis e eficientes, porém jamais poderão substituir a importância da presença manifesta do Senhor e de seu poder. 2 Coríntios 3:18 “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em  glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”
O que é a Sala do Trono?
Você deve estar pensando, onde fica e como pode experimentar esse lugar cheio da presença manifesta da glória de Deus, onde o seu poder flui abundantemente, em cuja presença não há dor, sofrimento, depressão, angústia, enfermidade, mas apenas amor, santidade e fonte de vida. Somente na presença de Deus  o  cansado é fortalecido, o abatido recebe renovo, o doente é curado e o oprimido é liberto.
 Precisamos aprender o caminho, que nos leva aos braços do Pai celestial, pois ali na sua presença todos joelhos se dobram e toda língua confessa. Esse caminho é especialmente  alegorizado no Antigo Testamento pelo caminho que o Sumo Sacerdote realizava até o Santo dos Santos (Levíticos 16 e 17). Na Nova Aliança Jesus percorreu esse mesmo caminho por amor a nós, caminho que culminou na cruz do Calvário, onde o véu que separava o Santo dos Santos foi  rasgado. Por isso, hoje nós temos livre acesso ao Pai.
Levítico 16:2 “Então, disse o SENHOR a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório”.
 Êxodo 26:33-34 “Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e trarás para lá a arca do Testemunho, para dentro do véu; o véu vos fará separação entre o Santo Lugar e o Santo  dos Santos. Porás a coberta do propiciatório sobre a arca do Testemunho no Santo dos Santos.”
Em João 14:6  Jesus declarou-nos: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Cristo levou sobre si os nossos pecados na cruz, por seu sangue somos perdoados e temos livre acesso ao Pai. O véu que nos separava, já não separa mais, pois foi rasgado de cima a baixo (Mateus 27:51), simbolizando uma ação que começou em Deus e culminou no homem.
O caminho que na Antiga Aliança, apenas o Sumo Sacerdote podia trilhar, agora esta livre para todos nós trilharmos, não precisamos de santos, nem intermediários para falarmos com Deus, pois Cristo Jesus já nos mostrou o caminho e hoje somos livres para adora-lo.
Hebreus 9:9-14 “É isto uma parábola para a época presente; e, segundo esta, se oferecem tanto dons como sacrifícios, embora estes, no tocante à consciência, sejam ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta culto, os quais não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma.
Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação,  não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”
 Romanos 8:35-39 “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”
A Sala do Trono é o lugar onde Deus esta assentado, onde constantemente recebe louvor e adoração. Jesus esta a sua destra e de todas as descrições bíblicas sobre esse lugar, creio que a melhor seja a que João recebeu em Apocalipse 4:1b-11 “...falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas. Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado; e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda. Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro. Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus. Há diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. O primeiro ser vivente é semelhante a leão, o segundo, semelhante a novilho, o terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando. E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir. Quando esses seres viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.”
Esse não é um lugar físico que naturalmente podemos chegar até lá, mas um lugar espiritual onde muitas pessoas diariamente entram para conversar com seu Criador. Alguns comparecem na presença de Deus para lhe apresentar suas petições, outros apenas para somar a sua adoração à dos vinte e quatro anciões e quatro seres viventes, outros simplesmente entram na presença do Rei do Universo para apresentar-lhe toda sua gratidão...
O fato é que podemos e devemos entrar nessa sala do trono, a fim de termos uma audiência com Deus e sairmos desse lugar transformados. Esses encontros devem ser freqüentes, e jamais esporádicos, quanto mais tempo gastarmos na presença de Deus, mais semelhantes a Maria, irmão de Marta  seremos, aquela que escolheu a melhor parte (Lucas 10:38-42 e II Coríntios 3:18).
Em alguns momentos, não sabemos se fomos arrebatados a presença de Deus ou se foi o céu que desceu onde estávamos reunidos. Diversos personagens tiveram esse tipo de experiência sobrenatural.
Hebreus 6:4-5 “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes da era vindoura,...” Creio que tanto na dispensação da lei, quanto hoje, na atual era de dispensação da graça, Deus pode abrir “janelas” e manifestar um pouquinho dos “poderes da era vindoura” em nossas reuniões. Deus não é obrigado a realizar tais manifestações de poder em resposta aos nossos desejos egoístas... mas Ele pode o realizar em resposta a sua soberana vontade. Quando isso acontece, sinais do Reino de Deus marcam essas reuniões, paralíticos andam, cegos vêem, surdos ouvem, endemoninhados são libertos e principalmente, o maior de todos os milagres: pecadores se arrependem e nascem de novo.

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